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Publicada em 16/10/2018


Conheça 8 curiosidades da Trilha Petrópolis x Teresópolis

É no estado do Rio de Janeiro que fica a travessia mais cobiçada do Brasil: a trilha Petrópolis x Teresópolis. E a fama não é à toa: são 28 km que cruzam o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com vales, campos e declives cercados pela mata atlântica. Como plano de fundo, há as paisagens belíssimas do Castelo do Açu, do Pico do Dedo de Deus, da Pedra do Sino e do Garrafão, entre outros pontos, que chegam a ter 2.275 m de altitude. Chegar até a portaria do parque é bem fácil: a partir do centro de Petrópolis, embarque em um ônibus para o Terminal Corrêas.

De lá, pegue a linha 616 (Pinheiral) para chegar mais perto da entrada (ainda será necessário caminhar uns 500 metros). Se preferir, você pode ir de táxi, pelo preço médio de R$ 100 pela corrida (se for dividido para mais pessoas, vale muito a pena). O parque recomenda que a trilha seja feita com o devido acompanhamento de guias profissionais, embora haja marcação e sinalização durante todo o percurso. Ainda assim, é aconselhável que todo trekker leve sua bússola, seu GPS ou seu mapa.

Trata-se de uma caminhada inesquecível, cheia de atrativos e momentos especiais. Quer conhecer 8 curiosidades sobre a trilha? Continue a leitura!

Curiosidades da trilha Petrópolis x Teresópolis

1. Sentido único
A primeira curiosidade dessa trilha é que o sentido mais recomendado é Petrópolis — Teresópolis (e não o contrário). Isso porque a vista mais bonita é nessa direção, sem contar que o grau de dificuldade é menor. Algumas pessoas fazem o caminho inverso, mas abrem mão da vista espetacular da Serra dos Órgãos, capaz de deixar o trajeto ainda mais impressionante.



2. Apelido
A trilha é carinhosamente chamada de “Petrô — Terê”. O ponto de partida é o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que foi criado por Getúlio Vargas em 1939 e é o parque 3º mais antigo do Brasil. Inclusive, o local já serviu como campo de caça da princesa Isabel e era destino de luxo da alta sociedade, na época em que o Rio de Janeiro era a capital do Brasil.

3. Limite de visitantes
Só 100 pessoas (por dia) podem entrar para fazer esse trekking no parque. A ideia é manter a preservação da área e o controle das expedições. Por isso, se você tem interesse, deve reservar com antecedência o seu passeio.

4. Preço
A entrada do parque custa apenas R$ 17 por diária/pernoite. Portanto, é preciso pagar esse valor e assinar um termo de responsabilidade, que é entregue na portaria. Se você quiser agilizar o processo, pode tanto comprar o ingresso como imprimir o termo direto do site do local e já levar preenchido.

5. Duração
A travessia Petrópolis x Teresópolis tem a duração de 3 dias. Por isso, prepare-se para viver uma grande aventura e ser recompensado por isso.

6. Pernoite
Existem dois abrigos para os visitantes pernoitarem durante a trilha: o Açu e o Sino. Ambos oferecem acomodações em beliche e banho quente, que é pago à parte. Além da entrada no parque, você pode pagar, opcionalmente, R$ 15 pelo banho em cada abrigo.

Dentro deles, há três opções para dormir (pagas além do ingresso): o camping, o beliche ou o bivaque — área protegida dos ventos por pedras. Os preços são os seguintes: R$ 10, em cada abrigo, pelo camping; R$ 40 por beliche; ou, ainda, R$ 25 pelo bivaque. É possível também pagar R$ 40 por uma barraca, caso você queira economizar no peso e não levar a sua.

7. Experiências imperdíveis
Não perca nenhum nascer do sol durante a trilha: se você acordar às 5h da manhã nos dois dias, poderá contemplar momentos inesquecíveis. Em determinado trecho da trilha, dá para avistar outros importantes pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, como a Baía de Guanabara, o Corcovado, o Pão de Açúcar e a Pedra da Gávea. Dá para acreditar?



Durante o percurso, é possível apreciar de perto o famoso Dedo de Deus, uma formação rochosa da Serra dos Órgãos considerada o berço da escalada brasileira. Outro ponto que pode ser contemplado na trilha é a Agulha do Diabo, eleita uma das 15 melhores escaladas em rocha no mundo.

8. Clima
A última curiosidade é que chove bastante na região, principalmente nos meses mais quentes — de novembro a abril. Portanto, a melhor época para fazer a travessia Petrópolis x Teresópolis é entre maio e outubro, quando chove menos e faz mais frio.

Itens essenciais para o percurso
Você não pode deixar de levar os seguintes itens:

- mochila grande (40 litros);
- saco de dormir para frio extremo;
- lanterna de cabeça e de mão (incluindo pilhas reservas);
- repelente;
- protetor solar;
- óculos e proteção para o rosto e para a cabeça;
- cantil;
- materiais de higiene pessoal;
- saco de lixo pessoal;
- bastão de caminhada;
- Clor-in (purificador de água);
- remédios dos quais faça questão.

Em relação às vestimentas, invista em:

- calçado apropriado para trilha;
- casaco térmico e corta vento;
- blusas de frio;
- calças para trekking;
- luvas;
- gorro;
- meias;
- toalha.

O lanche das trilhas é responsabilidade de cada visitante, assim como o café da manhã. O ideal é abusar de alimentos que dão energia e podem ser facilmente transportados, como frutas desidratadas, barras de cereais e complementos alimentares.

Roteiro
O nível da travessia Petrópolis x Teresópolis é difícil e recomendado para pessoas que já possuem experiência em trekkings longos. Os dois primeiros dias têm muitas subidas, enquanto o 3º (e último) é só descida.

As primeiras 24 horas contemplam uma caminhada de 8 km, sendo que o objetivo é chegar até o Castelo de Açu. Durante o percurso, o visitante passa por pontos como: Pedra do Queijo, Ajax, Isabeloca e Chapadão.

No segundo dia, é a vez de percorrer os 9 km até a Pedra do Sino e passar pelos seguintes locais: Morro do Marco, Cachoeirinhas, Vale das Antas, Vale dos Duendes e Garrafão. O último dia, por fim, cumpre a meta de chegar até Teresópolis. São 11 km de descida, a partir da Pedra do Sino. O trajeto inclui ainda a passagem pela Cachoeira Véu da Noiva, com direito a um banho refrescante.

E você? Já tinha ouvido falar nesse trekking espetacular? Deixe, nos comentários, a sua impressão sobre a trilha Petrópolis x Teresópolis ou tire suas dúvidas antes de encarar o desafio!

Fonte: Pé na Trilha

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