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Notícias de Teresópolis

Publicada em 02/03/2011


Restaurantes russo e português na lista de bons endereços gastronômicos de Teresópolis

A primeira coisa a se fazer é ligar para fazer uma reserva. Nesta hora, você precisará escolher o prato principal, que pode ser um frango à Kiev, um estrogonofe, os mais pedidos, ou ainda o pojarski (uma almôndega de frango com gorgonzola), o varênique (sensacionais pasteizinhos cozidos com recheio de batata), o caquille (uma espécie de suflê de peixe) entre outras (poucas) receitas. O segundo passo é reservar pelo menos três horas para o banquete.

Quando chegar ao casarão no bairro do Bom Retiro, em Teresópolis, saiba que ali funciona uma das melhores cozinhas do país.

Especializado na culinária russa pré-revolução, o restaurante Dona Irene serve uma longa refeição digna dos czares. Só esta farra gastronômica já faz valer uma visita à cidade.

Assim que se sentar à mesa, peça uma garrafinha da vodca feita na casa (a Nazdarovia, que pode ser comprada para levar), um segredo guardado a sete chaves por Maria Emília, a dona, que se tranca em um cômodo para preparar a bebida, sem que ninguém veja o destilado que é a melhor companhia para a primeira etapa do banquete.

As garçonetes logo se apresentam com os pratinhos, tão delicados quanto saborosos. São os chamados zakuskis: canapé de ovo com caviar, arenque, salmão, salada (russa, é claro), patê de fígado e outras coisinhas que variam regularmente, porque há sempre alguma novidade no menu. São, pelo menos, dez porções diferentes.

Se você fizer apenas uma refeição em Teresópolis, que ela seja na Russa, como alguns chamam o restaurante. Mas a cidade, se não chega a ser nenhuma Petrópolis, com seus tantos restaurantes estrelados, também é muito bem servida no quesito cozinha.

Outra referência indispensável é a pizzaria Manjericão, inaugurada em 1990, a primeira no Rio de Janeiro a dar tratamento digno a este prato, usando ingredientes nobres, massa caseira feita com água mineral e assada no calor do forno a lenha. A versão que leva o nome da casa, com molho pesto (com azeite, nozes, manjericão, parmesão e creme de leite), é uma das mais pedidas.

Sem a mesma fama dos anteriores, o restaurante Camponesa da Beira é quase um segredo. Escondido numa portinha do Centro da cidade, é discreto e pequenino. Mas a comida lusitana é sensacional. Ali, o percurso ideal começa nos bolinhos de bacalhau, sequinhos, crocantes, com boa quantidade do peixe e sempre feitos na hora pela dona, a portuguesa Maria do Céu, nascida na cidade de Lamego, na região da Beira Alta. Como prato principal, há várias receitas de bacalhau (na brasa, frito com batatas, cebolas e azeitona, à Braz, entre outras)

- Algumas receitas, faço apenas sob encomenda, como o bacalhau com natas e o ao Zé do Pipo. Pratos com cabrito e coelho também precisam ser pedidos com antecedência - avisa Maria do Céu, cozinheira de mão cheia e muita simpatia.

Mas não vive apenas deste peixe a seleção de pratos principais. Polvo com arroz de brócolis, sardinha portuguesa e o frango à moda de Angola, que leva generosa dose de pimenta, completam um cardápio autenticamente português. Para encerrar, pastéis de nata e pudim de clara com ovos moles (aliás, eles vendem potinhos com o doce).

Com cardápio eclético e especial atenção ao vinho (tem a melhor adega da cidade), o Tempêro com Arte serve pizzas fininhas e delicadas à noite. Mas a receita mais emblemática da casa é o filé ao pato, um delicioso steak coberto de catupiry e alho frito, acompanhado de arroz, feijão, farofa e fritas. Receitas com trutas e tilápias, muito próprias para o verão, também estão entre as especialidades - e, para os dias frios de inverno, caem como uma luva as sopas servidas no pão italiano (cebola, aspargos, cogumelos, palmito, abóbora com gorgonzola ou carne seca e batata baroa com hortelã, entre outras).

Um pouco afastado do Centro, numa agradável chácara com jardins bem cuidados e ambiente romântico, o restaurante Imbuhy vem se destacando nos últimos anos como um dos melhores da cidade. A cozinha prepara com esmero e competência receitas como pato confit com repolho roxo e legumes salteados e o hadoque com ratatouille. Para fechar, a especialidade é o clementine, um delicioso doce de laranja com suspiro.

A cidade também é terra de bons botecos. O Caldinho de Piranha é o melhor e mais famoso da categoria. O lugar tem jeito de pé-sujo, com ambiente simples e despojado, mas a comida é seríssima. Além do tal caldinho que dá nome à casa, o cardápio é voltado às especialidades marinhas. Nesta seara, se destacam o polvo ao alho e óleo e o camarão abafado com cebola, que ficam uma maravilha na companhia dos brócolis ao vapor (e, para melhorar ainda mais a coisa, peça uma porção extra de alho frito e regue tudo com muito azeite e pimenta). Também fazem bonito os pastéis de camarão. Para acompanhar, uma garrafa da ótima cerveja Therezópolis Gold.

SERVIÇO:

Dona Irene
Rua Tenente Luiz Meirelles 1800, Bom Retiro
Tel. 2742-2901

Manjericão
Rua Flávio Bortoluzzi de Sousa 314, Alto
Tel. 2642- 4242.

Camponesa da Beira

Rua Heitor de Moura Estevão 22, Centro
Tel. 2742-1993.

Tempêro com Arte
Rua Prefeito Sebastião Teixeira 262, Tijuca, Teresópolis
Tel. 2742-1299

Imbuhy
Estrada dos Pinheiros 297, Parque Imbuí
Tel. 2641- 9499

Caldinho de Piranha
Rua José Elias Zaquem 305, Agriões
Tel. 2742-2881

* mesmo ligando do Rio de Janeiro é necessário utilizar o código de área 21

Fonte: O Globo Boa Viagem - Bruno Agostini

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